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SHADOWRUN RETURNS – PRIMEIRAS IMPRESSÕES (artigo antigo 11/08/2013)

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Ago
11
  • Gráficos
  • Jogabilidade
  • Historia

Shadowrun saiu primeiramente para a Super Nintendo em 1993 que por sua vez foi uma adaptação do jogo “RPG de mesa” ou conhecido por pen-and-paper role-playing game , publicado pela FASA Corporation. 10 anos depois Jordan Weisman o criador da saga Shadowrun pen-and-paper RPG agora com estúdio de video jogos independente Harebrained Schemes decide pegar no seu titulo e recria-lo à sua imagem. Nós testamos o jogo e demos as nossas primeiras impressões.
Lê este artigo para saberes a nossa opinião.


Quem não conhecer o Shadowrun da SNES ou Mega Drive logo perceberá que Shadowrun Returns não é um jogo para o gamer mais casual.Pois aqui encontrarás longos diálogos, sim com letras e mais letras,mesmo daqueles bem ao estilo dos velhos tempos. Textos esses que nos iram fazer avançar tanto na historia como em pormenores como expressões ou sentimentos dos personagens e até relatos de sons ou movimentos. De certa forma funciona bem, pois consegue notar-se grande detalhe nas descrições feitas pelo escritor quase como se estivesses a ler um livro e aqui é que as coisas podem ser menos boas para alguns.Para os mais casuais ou mesmo e arrisco-me a dizer, alguns dos gamers mais novos estes diálogos não vão ser nada mais do que uma grande chatice e um desincentivo para até mesmo “pegar” e dar uma chance a este jogo.
No entanto para o gamer mais paciente que procura uma boa historia e um bom jogo táctico de certeza que encontrará em Shadowrun Returns um jogo cheio de estilo com boa dose de uma historia soberba cheia de mistérios e algumas reviravoltas.
Eu confesso que como old school gamer que me considero já deixei de ter alguma “paciência” muito por culpa do pouco tempo que nos resta dos nossos dias para jogar, para dar chance a este tipo de jogos serem do meu leque de interesse.Mas como me recordo de à uns bons anos jogar o Shadowrun e ter adorado lá decidi dar uma hipótese ao renascimento desta saga.
O que senti ao jogar esta primeira hora e meia foi uma surpresa mesmo para mim, pois os tempos mudaram e já se começa a deixar um pouco de lado alguns jogos deste género muito devido a tal falta de tempo. Assim que me entreguei mais a fundo no jogo e senti aquela nostalgia típica, mesmo apesar de ser um jogo recente e com alguns elementos modernos continua a dar aquele sentimento de jogo old school o que a meu ver é positivo.

Mas afinal o que se passa aqui ?
Um dos pontos fortes do jogo é mesmo a historia, nós somos um Shadowrunner e logo percebemos que estamos a viver tempos mais difíceis após termos deixado de trabalhar com o nosso camarada Sam Watts.
Sam manda uma mensagem final para o único Shadowrunner que ele conhece que ainda está vivo, claro está que somos nós. É aqui que tudo começa no jogo com o enredo a desenrolar e aos poucos a deixar-nos com curiosidade de saber mais, mas não vou estar aqui a “spoilar” pois detesto que me façam o mesmo. Só vos posso dizer, ah aquele morreu e afinal o outro está vivo e este vai fugir com aquele…Ehehe
No nível gráfico não temos nada de espectacular mas também não é nada mau tendo em conta o género do jogo e a mecânica que nele é usada, eu gosto particularmente do nível de pormenores que são colocados nos cenários e particularmente na cidade as cores e as luzes dão um aspecto muito bom ao jogo.
Na jogabilidade, nós podemos escolher o sexo e configurar um pouco o nosso personagem.Entre isso estão as 5 raças que podemos escolher, humanos, elfos, anões,orks e trolles. Depois disso é nos dada a opção de escolha da classe e aí têm 6 opções, Street Samurai, Mage, Decker, Shaman, Rigger, Physical Adept ou então não gostas de nada disto e decides não ter nenhuma das classes também o podes fazer. Street Samurais são focados no combate e armas, Mage utilizam vários feitiços incluindo para ataque, feitiços de regeneração entre outros, Deckers são hábeis a hackear sistemas informáticos, Shamans podem invocar espíritos para utilizar em batalha, Riggers controlam robots que se podem especializar em combate ou healing e os Physical Adept usam os seus feitiços mágicos para se tornarem mais fortes em vários sentidos.
Existem ainda algumas opções de aparência, coisas como cabelo aspecto físico cores e tal mas nada de muito exagerado.

 

E as lutas ?
Os combates são por turnos, muito táctico, onde podem escolher um local para lançarem o vosso ataque ou a vossa fuga, inicialmente temos um leque de escolhas de ataque limitado como seria de esperar mas com os upgrades possíveis e novas armas e skills tudo se torna mais intenso e divertido com o tempo.Controlamos por vez todos os membros que estejam na nossa equipa, o que nos pode facilitar para flanquear alguns inimigos ou em algumas estratégias mais elaboradas.
Então vale ou não ?
No geral Shadowrun Returns é um bom jogo, mas que só agradará a um publico muito especifico, os longos textos com diálogos super elaborados podem afastar alguns gamers, mas os amantes do género encontraram aqui um jogo solido como muitas surpresas na historia e um sistema de combate intuitivo por turnos que nos deixará calcular bem cada passo a tomar antes de avançar contra o inimigo.
Por estes motivos se és fã deste género este jogo vale sim cada cêntimo.